Troca dos dentes de leite: o que esperar (e quando se preocupar)
· Uniduni Clínica Integrada
A troca dos dentes é um dos marcos mais esperados da infância — e uma das fases que mais geram dúvidas no consultório. Aqui vai o mapa para acompanhar essa transição sem susto.
A linha do tempo (aproximada!)
- 6-7 anos: caem os incisivos centrais de baixo e nascem os primeiros molares permanentes — atenção: esses nascem lá atrás, sem derrubar nenhum dente de leite, e muitos pais nem percebem que já são permanentes;
- 7-9 anos: troca dos incisivos (dentes da frente);
- 9-12 anos: troca de caninos e molares de leite;
- 12-13 anos: nascem os segundos molares permanentes.
Cada criança tem seu ritmo — variações de um ano para mais ou para menos costumam ser normais. O que importa mais é a sequência do que a data exata.
Situações que parecem problema (mas geralmente não são)
- “Dente de tubarão”: o permanente nasce atrás do dente de leite que ainda não caiu, formando fileira dupla. É comum nos dentes de baixo; na maioria das vezes o de leite cai sozinho em algumas semanas. Se não cair, o dentista avalia;
- Espaços entre os dentes da frente: os permanentes recém-nascidos costumam vir separados e “grandes demais para o rosto” — os espaços tendem a fechar com a chegada dos caninos;
- Dente permanente amarelado em relação aos de leite: é a cor normal do permanente.
Quando procurar avaliação
- Dente de leite que caiu antes dos 5 anos (sem trauma) ou muito fora da sequência;
- Permanente que não nasceu meses depois da queda do de leite;
- Dente de leite que não amolece enquanto o vizinho já trocou há muito tempo;
- Falta de espaço evidente — dentes nascendo muito tortos ou “encavalados”;
- Qualquer troca acompanhada de dor forte ou inchaço.
Por que acompanhar essa fase de perto
A troca de dentição é uma janela importante: com radiografias simples, dá para ver todos os dentes que ainda vão nascer e prever problemas de espaço antes de eles acontecerem — e, se o seu filho ainda não passou por uma avaliação de ortopedia funcional, essa é a hora. Consultas semestrais na odontopediatria mantêm o mapa atualizado — e os pais tranquilos.